
O Workshop Re.Data 2026 promovido pela Rede Nacional para a Gestão de Dados de Investigação, reuniu dezenas de profissionais e decisores para refletir sobre o futuro da gestão de dados de investigação em Portugal, num evento integrado na Love Data Week, sob o mote “Dados FAIR, Inteligência Artificial e Serviços GDI em Portugal”. Este workshop correspondeu também à 4ª Reunião da Assembleia Geral do Consórcio Re.Data, Centros GDI & FCT-FCCN, funcionando como reunião aberta à comunidade. O evento ocorreu em modo presencial, mas teve difusão simultânea, online.
A sessão de abertura contou com as intervenções da Reitoria da Universidade do Minho, na pessoa do vice-Reitor António Salgado, da coordenação do Consórcio Re.Data, representado por Pedro Príncipe e de João Nuno Ferreira, vice-Presidente da FCT, sublinhando a importância estratégica dos dados FAIR, da Ciência Aberta e da criação de infraestruturas sustentáveis para suportar o ecossistema científico nacional.
Em destaque esteve a apresentação de Vyacheslav “Slava” Tykhonov, chefe de Interoperabilidade e Inteligência Artificial na CODATA, coautor do padrão emergente Croissant para Machine Learning, tendo demonstrado o seu potencial nos desafios da gestão de dados FAIR nas infraestruturas de dados de investigação. Evidenciou como dados bem descritos e interoperáveis são a base para uma inteligência artificial mais robusta e responsável.
Houve espaço para discussão e perguntas, moderado por Eloy Rodrigues, Director dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho
Os resultados do projeto Re.Data e perspetivas futuras foram apresentados, estimulando uma reflexão conjunta, focando os três pilares deste projeto: políticas, formação e curadoria. Foram destacados os recursos produzidos para toda a comunidade, no âmbito do projeto, disponíveis no Website, na Comunidade Re.Data do repositório Zenodo e no canal YouTube.
A equipa da FCT | FCCN apresentou os novos serviços nacionais: POLEN DataHub, o POLEN Blueprint e o POLEN Sync.
Os Centros de competências GDI apoiados pela FCT, apresentaram alguns dados de impacto nas suas instituições, com políticas aprovadas, criação de repositórios e serviços de dados, oferta formativa robusta, redes internas de data stewards e datasets FAIR publicados, evidenciando uma mudança cultural na forma como os dados são planeados, preservados, partilhados e reutilizados.
No final do evento, houve mais uma vez espaço para discussão dos temas e esclarecimento de perguntas colocadas pela audiência presencial e online, tendo sido moderada por Paula Moura, dos Serviços de Documentação e Bibliotecas da Universidade do Minho.
O Workshop Re.Data 2026 encerrou com uma mensagem clara:
Portugal dispõe, hoje, de condições para estabelecer uma rede participativa e sustentável, capaz de ligar dados e pessoas, consolidar serviços nacionais e posicionar a comunidade científica para tirar partido da inteligência artificial com dados mais abertos, mais bem documentados e verdadeiramente FAIR.
