A Rede Portuguesa de Data Stewards marcou presença no mais recente Plenário da Research Data Alliance (RDA), onde teve a oportunidade de apresentar o trabalho desenvolvido em Portugal, lado a lado com outras iniciativas internacionais de referência, como a CaSDaR (Careers and Skills for Data-driven Research) Network+ e a 4TU.ResearchData.
A participação neste evento evidenciou a crescente relevância da data stewardship para a investigação, bem como a importância de criar e fortalecer comunidades de prática e redes colaborativas que apoiem os investigadores na gestão, partilha e reutilização eficaz dos seus dados.
A sessão conjunta organizada pelo RDA Data Steward Career Tracks Working Group e pelo RDA Professionalising Data Stewardship Interest Group centrou-se na profissionalização, no valor e no impacto da atividade dos data stewards. O elevado interesse da comunidade refletiu-se numa sessão que esgotou a capacidade da sala, demonstrando o forte compromisso internacional com o desenvolvimento desta profissão emergente.
Durante a sessão, foram discutidos os avanços alcançados no reconhecimento da data stewardship, mas também os desafios que persistem. Entre os principais temas identificados destacaram-se a necessidade de garantir financiamento sustentável para serviços de apoio à gestão de dados, o reforço da formação especializada e a criação de percursos profissionais atrativos e reconhecidos para os data stewards.
A Rede Portuguesa de Data Stewards contribuiu para o debate apresentando o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em Portugal para promover a profissionalização da área, reforçar a colaboração entre instituições e apoiar a implementação de boas práticas de gestão de dados de investigação.
De 28 de setembro a 2 de outubro, o Re.Data promove uma campanha de divulgação do toolkit «Questões Jurídicas, Proteção de Dados e Licenças», com perguntas e sugestões para apoiar a sua utilização em projetos de investigação.
Tópicos como: recolher dados pessoais, reutilizar dados de terceiros ou preparar a partilha dos resultados de um projeto serão evidenciados ao longo desta semana, dada a relevância da sua discussão e posterior tomada de decisão, no seio de uma equipa de projeto, uma vez que impactam, de forma significativa, o planeamento da investigação. Para ajudar as equipas a identificar estes aspetos e fazer as perguntas necessárias, o consórcio Re.Data disponibiliza o toolkit«Questões Jurídicas, Proteção de Dados e Licenças».
Este recurso está organizado em 15 nós temáticos e parte de perguntas sobre as características de cada projeto. Reúne orientações jurídicas e técnicas, exemplos práticos, modelos e recursos complementares que podem ser consultados conforme as dúvidas da equipa.
Durante cinco dias úteis, de 28 de setembro a 2 de outubro, a campanha dará destaque a diferentes formas de começar a explorar o toolkit: conhecer a sua organização, colocar perguntas na fase de planeamento, refletir sobre a proteção de dados, esclarecer condições de partilha e levar as questões identificadas à prática do projeto.
A iniciativa dirige-se a investigadores, estudantes de doutoramento, responsáveis por projetos e profissionais que apoiam a investigação. As bibliotecas e os profissionais que dão suporte à investigação, como os bibliotecários, os data stewards e os gabinetes de apoio, são também convidados a partilhar o recurso junto das suas comunidades.
No passado dia 17 de setembro de 2026, a Rede Portuguesa de Data Stewards participou na sexta reunião da comunidade checa de Data Stewards, realizada na Biblioteca Nacional de Tecnologia, em Praga (Chéquia). O encontro reuniu profissionais e especialistas de vários países europeus para discutir a evolução da gestão de dados de investigação, o papel dos Data Stewards e os desafios emergentes associados à utilização de inteligência artificial no apoio à gestão de dados de investigação.
A participação portuguesa ficou a cargo de Clara Boavida, que apresentou a experiência da Rede Portuguesa de Data Stewards, destacando o trabalho desenvolvido para promover a capacitação, a colaboração entre instituições e o fortalecimento da comunidade nacional de profissionais que apoiam a gestão e partilha de dados de investigação. A apresentação integrou uma sessão internacional que contou também com contribuições da Áustria e da Polónia, proporcionando uma oportunidade única para comparar diferentes modelos de apoio aos investigadores e estratégias de desenvolvimento de comunidades profissionais de Data Stewards na Europa.
O programa do encontro evidenciou ainda a crescente relevância da inteligência artificial na gestão de dados de investigação, através da apresentação de vários casos práticos de utilização destas tecnologias em atividades de apoio à investigação. Foram discutidas aplicações de IA em ferramentas de planeamento da gestão de dados, no desenvolvimento de soluções científicas baseadas em agentes de IA e na criação automatizada de documentação de apoio aos conjuntos de dados. Os participantes sublinharam, contudo, a importância de manter mecanismos de supervisão humana e de validação rigorosa dos resultados produzidos por estas ferramentas.
Outro dos temas abordados foi a publicação e reutilização dos chamados dados de investigação negativos, incluindo resultados obtidos em circunstâncias inesperadas ou que não conduziram aos resultados inicialmente pretendidos, mas que podem representar um importante contributo para a transparência e integridade da investigação científica.
O encontro terminou com um debate dedicado ao papel dos Data Stewards nas instituições de investigação e ensino superior, reforçando a importância destas comunidades para a partilha de experiências, o desenvolvimento de competências e a consolidação de boas práticas de gestão de dados de investigação.
Para a Rede Portuguesa de Data Stewards, a participação neste evento constituiu uma oportunidade relevante para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido em Portugal, reforçar ligações com iniciativas congéneres europeias e contribuir para o intercâmbio de conhecimento e experiências que apoiam o avanço da Ciência Aberta e da gestão responsável de dados de investigação.
A Rede Portuguesa de Data Stewards (RPDS) promove, no próximo dia 17 de setembro às 14:00, mais uma reunião da rede, desta vez dedicada aos Planos de Gestão de Dados acionáveis por máquina (machine-actionable Data Management Plans – maDMPs).
Esta reunião tem como objetivo sensibilizar a comunidade para a importância e benefícios dos Planos de Gestão de Dados (PGDs) enquanto instrumentos de apoio à gestão de dados ao longo de todo o ciclo de vida da investigação. O foco estará na adoção de ferramentas que permitem criar PGDs acionáveis por máquina, potenciando novas formas de acompanhamento, atualização, partilha e reporte da informação.
A utilização destas ferramentas oferece benefícios a vários intervenientes no ecossistema de investigação, incluindo investigadores, data stewards, instituições e entidades financiadoras, promovendo processos mais eficientes, interoperáveis e alinhados com as melhores práticas de gestão de dados.
Para além de uma introdução ao conceito de maDMP e aos mais recentes desenvolvimentos nesta área, serão apresentadas duas ferramentas que incorporam estas novas abordagens:
Data Stewardship Wizard
POLEN Blueprint
Será uma excelente oportunidade para conhecer os mais recentes desenvolvimentos e ferramentas que promovem a acionabilidade por máquina dos PGDs, bem como para colocar questões diretamente aos responsáveis pelos dois serviços apresentados.
Agenda:
Introdução aos Planos de Gestão de Dados Acionáveis por máquina (maDMP) Criação de maDMPs na prática com recurso a ferramentas de Planos de Gestão de Dados Data Stewardship Wizard – https://ds-wizard.org/
Esta reunião tem como público-alvo, não apenas os membros da Rede Portuguesa de Data Stewards, mas também todos os profissionais envolvidos em funções de suporte às atividades de investigação e aos responsáveis institucionais pela implementação e adoção de serviços de gestão de dados de investigação.
O Re.Data esteve em destaque nas Jornadas FCCN 2026 com a apresentação do plano de atividades para 2026. Pedro Príncipe, coordenador do projeto pela Universidade do Minho, apresentou o trabalho em curso e as perspectivas de consolidação da Rede para o presente ano, destacando algumas das atividades em curso nos eixos de intervenção de políticas de GDI e curadoria de dados, e as ações previstas no programa de formação.
A intervenção permitiu dar a conhecer à comunidade os principais resultados alcançados e as linhas de desenvolvimento previstas para 2026, que continuam a ser asseguradas por um consórcio composto por Universidade do Minho (líder do consórcio e coordenador), Universidade de Coimbra (co-coordenador), Instituto Politécnico de Bragança, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa .
A presença nas Jornadas FCCN 2026 permitiu mostrar uma visão integrada do projeto e a sua relevância para o ecossistema nacional de gestão de dados de investigação, demonstrando as oportunidades e mais valias proporcionadas à comunidade: acesso a formação especializada e recursos de aprendizagem, integração numa comunidade nacional de prática, utilização de ferramentas, guias e recursos de dados FAIR, serviços de suporte contínuo, apoio à implementação de políticas institucionais, acesso a casos de uso e boas práticas.
O plano de trabalhos está distribuído em três linhas de ação principais: i) Políticas e estratégias de Ciência Aberta e Gestão de dados de Investigação; ii: Formação, competências e Hub de capacitação; iii) Suporte à curadoria e publicação de dados. Estas linhas são complementadas com uma área transversal de Exploração da utilização de dados FAIR por cidadãos e empresas e IA em inovação. Estas linhas de ação são coordenadas por uma equipa que proporcionará uma estrutura de gestão eficaz e processos para o acompanhamento contínuo das tarefas, e apoiadas por um serviço de comunicação e disseminação, que atua como o ramo de comunicação e gestão de eventos do projeto e da Rede.
O Re.Data reafirma-se como uma iniciativa orientada para a capacitação, a colaboração e a melhoria contínua das práticas de dados abertos e FAIR em Portugal.
A presente sondagem foi enviada à Rede Portuguesa de Data Stewards (RPDS) no dia 03 de março de 2026, tendo sido reforçada com um lembrete a 04 de março de 2026.
O objetivo foi identificar áreas prioritárias de interesse e atuação no âmbito da gestão de dados de investigação.
Caracterização das respostas
Total de respostas recebidas: 80
Respostas excluídas: 4 (por inconsistência ou invalidação)
Total de temas identificados: 81
Nota metodológica: algumas respostas incluíram múltiplos temas, tendo sido desdobradas para melhor análise.
Distribuição dos temas identificados
A análise realizada evidencia que os dois temas mais destacados correspondem às principais preocupações da comunidade: o tratamento de dados sensíveis e os planos de gestão de dados.
Adicionalmente, foram identificados temas de elevada relevância, nomeadamente, a inteligência artificial e o papel dos data stewards, em particular no que diz respeito às suas competências e desenvolvimento profissional.
Num nível intermédio, surgem tópicos como a curadoria de dados, os repositórios e os incentivos, métricas e requisitos de financiadores.
Assim, podemos destacar as seguintes conclusões:
A sensibilidade dos dados assume um papel central, evidenciando preocupações éticas, legais e operacionais.
Existe uma forte preocupação com a estruturação da gestão de dados, particularmente através de planos formais.
Verifica-se um interesse crescente na inteligência artificial e na profissionalização dos data stewards.
Algumas áreas críticas, como a segurança e serviços, poderão estar sub-representadas, sugerindo oportunidades para futura sensibilização.
Priority areas of interest and activity within RDM: survey
This survey was sent to the Portuguese Network of Data Stewards (RPDS) on 3 March 2026 and was followed up with a reminder on 4 March 2026.
The aim was to identify priority areas of interest and activity within the field of research data management.
Overview of responses
Total responses received: 80
Responses excluded: 4 (due to inconsistency or invalidation)
Total topics identified: 81
Methodological note: some responses included multiple topics and were therefore split to allow for more accurate analysis.
Distribution of identified topics
The analysis shows that the two most prominent topics reflect the main concerns of the community: handling sensitive data and data management plans.
In addition, the following highly relevant topics were identified: artificial intelligence and the role of data stewards, particularly with regard to their skills and professional development.
At an intermediate level, topics such as data curation, repositories, and incentives, metrics and funder requirements emerged.
Accordingly, the following conclusions can be drawn:
The sensitivity of data plays a central role, raising ethical, legal and operational concerns.
There is a strong focus on the structuring of data management, particularly through formal plans.
There is a growing interest in artificial intelligence and the professionalisation of data stewards.
Some critical areas, such as security and services, may be underrepresented, suggesting opportunities for raising awareness in the future.
A Rede Portuguesa de Data Stewards(RPDS) uma iniciativa do projeto Re.Data, promoveu uma sessão dedicada aos cadernos electrónicos de laboratório – Electronic Laboratory Notebooks (ELNs), confirmando o avanço de uma comunidade nacional articulada em torno destes instrumentos digitais de registo de investigação.
A investigadora, com vasta experiência em ELNs, no registo de processos, dados FAIR e tecnologias semânticas, sublinhou o facto da implementação de um ELN ir muito além da aquisição de licenças, pois exige tempo, planeamento e uma forte aposta na adesão e capacitação dos utilizadores . Na sua apresentação, explorou estratégias práticas para envolver as equipas, garantir formação contínua e apoiar o uso quotidiano dos sistemas, de forma a que o ELN se torne uma parte integrante e útil da prática laboratorial .
O contributo de Samantha Pearman‑Kanza sobre a adoção de ELNs é particularmente relevante num momento em que as instituições e equipas nacionais começam a consolidar práticas e a trocar experiências de implementação.
Estas iniciativas, que se irão repetir ao longo deste ano, mostram como o ecossistema português está a estruturar redes, recursos e formação específica para apoiar a adoção sustentada de cadernos electrónicos de laboratório.
This session will focus on Electronic Laboratory Notebooks (ELNs), highlighting national initiatives: active working group/ community-building effort in this area and international perspectives on adopting ELNs in research environments.
Agenda
Opening & Welcome – Portuguese Data Stewards Network (RPDS)
Ongoing National Activities on Electronic Laboratory Notebooks -Working Group on Training and Skills for FAIR Data Management (André Viera – University of Minho); –eLabFTW Portugal Community (Maria Paola Tomasino – CIIMAR. UP)
International Prospective: “One Does Not Simply ‘Adopt’ an ELN” (Samantha Pearman-Kanza – University of Southampton)
Discussion & Q&A
Closing Remarks
One Does Not Simply ‘Adopt’ an ELN. Abstract : Implementing Electronic Lab Notebooks (ELNs) is a complex and time‑intensive process that involves far more considerations than simply purchasing licenses. One of the most frequently overlooked components of this process is user adoption. Even the most advanced and well‑configured ELN will fail to deliver value if users are not effectively engaged, trained, and supported throughout the implementation and beyond. This talk will explore key considerations and practical strategies for fostering successful user adoption of ELNs, ensuring that the system becomes an integrated and beneficial part of laboratory practice.
Dr Samantha Pearman-Kanza (University of Southampton) -Short Bio: Dr. Samantha Pearman-Kanza is a Principal Enterprise Fellow at the University of Southampton, the Principal Investigator for the Careers and Skills for Data-driven Research Network (CaSDaR), , the Pathfinder Lead on Process Recording for the Physical Sciences Data Infrastructure (PSDI) Initiative – www.psdi.ac.uk, and a researcher for the AI in Chemistry Hub (AIChemy – www.aichemy.ac.uk). Samantha sits on the Advisory Boards for the Future Labs Live (Basel) and London Labs Live (UK) Conferences, the Machines Learning Chemistry Project (University of Nottingham), the STEP-UP project (Imperial College London), and the Knowledger Project (University of North Florida), and the UK electronic information Group (UKeiG) STRIX Committee. She is also the Faculty Deputy Chair of the Ethics Committee and sit on the Steering Committee for our brilliant Chemistry and Chemical Engineering Enterprise Solutions. Samantha’s key research areas are ELNs, process recording, FAIR data, data stewardship and research data management, and semantic web technologies.
As redes europeias de data stewards estão a consolidar-se como estruturas essenciais para apoiar a gestão de dados de investigação num ecossistema científico cada vez mais orientado para os princípios FAIR e para a Ciência Aberta. Em vários países, estas redes assumem um papel estratégico na capacitação de profissionais, no desenvolvimento de políticas e na criação de infraestruturas de suporte. Entre estas iniciativas, a Rede Portuguesa de Data Stewards tem-se afirmado como um exemplo particularmente dinâmico e em rápido desenvolvimento, recebendo crescente visibilidade em eventos e relatórios internacionais.
🌍 Um movimento europeu em expansão
A criação de redes nacionais de data stewards tem sido impulsionada por iniciativas europeias ligadas à Ciência Aberta, com destaque para projetos como o EOSC Focus e grupos especializados como o Professionalising Data Stewardship Interest Group da Research Data Alliance. Este grupo coordena várias task groups dedicadas a temas fundamentais, incluindo perfis profissionais, carreiras, formação, certificação e redes de conhecimento como a TG7, centrada precisamente em networking e troca de experiências entre data stewards a nível internacional.
Em paralelo, países como a Irlanda têm investido na criação de redes formais, como a Sonraí – Irish Data Stewardship Network, estabelecida com financiamento nacional e cujo objetivo é consolidar competências e desenvolver o ecossistema FAIR de forma sustentável.
Estas iniciativas mostram que a profissionalização da gestão de dados deixou de ser um tema emergente para se tornar uma prioridade estrutural no panorama europeu de investigação.
Portugal assume destaque crescente na área
A Rede Portuguesa de Data Stewards tem vindo a destacar-se pela sua organização, visibilidade e capacidade de mobilização da comunidade nacional. Formalizada no contexto das atividades Re.Data, a rede integra profissionais de diversas instituições e tem ganho relevância através de apresentações em eventos europeus e da produção de documentos estruturantes.
🤝 Cooperação entre redes: o valor da internacionalização
A ligação entre redes nacionais é promovida, entre outros espaços, pela TG7 do grupo da RDA, que atua como ponto de encontro para comunidades internacionais de data stewards.
A partilha de práticas, o desenvolvimento de materiais comuns e o reconhecimento mútuo de competências têm permitido fortalecer a identidade profissional dos data stewards e acelerar a adoção de práticas FAIR.
Nesse contexto, a atuação portuguesa tem sido reconhecida, integrando discussões, contribuindo para relatórios, exemplos abaixo, e acolhendo iniciativas de disseminação que elevam o perfil da rede a nível europeu.
Sharma, C. J. M., Holmstrand, K. F., Rauste, P., Ekman, O., Rebernig-Hedman, C. A., Fogtmann-Schulz, A., Drachen, T. M., Vlachos, E., CALDONI, G., Boavida, C. P., Eerland, A., Brinkman, L., Pasquale, V., Osmenaj, E., Rainer, H., Ritschard, E., & Kiesel, M. (2025). M6.2 New Professional Networks.
A Rede Portuguesa Da Data Stewards continua a crescer, contando já com 107 membros em todo o país, e destacou-se em 2025 com a realização de um workshop nacional sobre ELNs, um inquérito nacional aos profissionais de apoio à gestão de dados e a apresentação pública de um perfil emergente de competências para data stewards.
Para 2026, estão previstas cinco sessões temáticas, incluindo um evento pré‑Fórum GDI, sendo que a próxima, em março, será dedicada aos electronic laboratory notebooks.
O Workshop Re.Data 2026 promovido pela Rede Nacional para a Gestão de Dados de Investigação, reuniu dezenas de profissionais e decisores para refletir sobre o futuro da gestão de dados de investigação em Portugal, num evento integrado na Love Data Week, sob o mote “Dados FAIR, Inteligência Artificial e Serviços GDI em Portugal”. Este workshop correspondeu também à 4ª Reunião da Assembleia Geral do Consórcio Re.Data, Centros GDI & FCT-FCCN, funcionando como reunião aberta à comunidade. O evento ocorreu em modo presencial, mas teve difusão simultânea, online.
A sessão de abertura contou com as intervenções da Reitoria da Universidade do Minho, na pessoa do vice-Reitor António Salgado, da coordenação do Consórcio Re.Data, representado por Pedro Príncipe e de João Nuno Ferreira, vice-Presidente da FCT, sublinhando a importância estratégica dos dados FAIR, da Ciência Aberta e da criação de infraestruturas sustentáveis para suportar o ecossistema científico nacional.
Em destaque esteve a apresentação de Vyacheslav “Slava” Tykhonov, chefe de Interoperabilidade e Inteligência Artificial na CODATA, coautor do padrão emergente Croissant para Machine Learning, tendo demonstrado o seu potencial nos desafios da gestão de dados FAIR nas infraestruturas de dados de investigação. Evidenciou como dados bem descritos e interoperáveis são a base para uma inteligência artificial mais robusta e responsável.
Houve espaço para discussão e perguntas, moderado por Eloy Rodrigues, Director dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho
Os resultados do projeto Re.Data e perspetivas futuras foram apresentados, estimulando uma reflexão conjunta, focando os três pilares deste projeto: políticas, formação e curadoria. Foram destacados os recursos produzidos para toda a comunidade, no âmbito do projeto, disponíveis no Website, naComunidade Re.Data do repositório Zenodo e no canal YouTube.
A equipa da FCT | FCCN apresentou osnovos serviços nacionais: POLEN DataHub, o POLEN Blueprint e o POLEN Sync.
OsCentros de competênciasGDI apoiados pela FCT, apresentaram alguns dados de impacto nas suas instituições, com políticas aprovadas, criação de repositórios e serviços de dados, oferta formativa robusta, redes internas de data stewards e datasets FAIR publicados, evidenciando uma mudança cultural na forma como os dados são planeados, preservados, partilhados e reutilizados.
No final do evento, houve mais uma vez espaço para discussão dos temas e esclarecimento de perguntas colocadas pela audiência presencial e online, tendo sido moderada por Paula Moura, dos Serviços de Documentação e Bibliotecas da Universidade do Minho.
O Workshop Re.Data 2026 encerrou com uma mensagem clara:
Portugal dispõe, hoje, de condições para estabelecer uma rede participativa e sustentável, capaz de ligar dados e pessoas, consolidar serviços nacionais e posicionar a comunidade científica para tirar partido da inteligência artificial com dados mais abertos, mais bem documentados e verdadeiramente FAIR.