Ao longo de 2025, o consórcio nacional Re.Data impulsionou um ecossistema robusto de formação em gestão e curadoria de dados, para diferentes públicos-alvo, cumprindo o previsto no Roteiro de formação, levantamento de competências e requisitos de aprendizagem e alinhando cada ação com as metas operacionais.

O projeto mobilizou centenas de participantes de vários pontos do país para sessões intensivas de formação, nomeadamente, workshops, bootcamps, webinars. Foi ultrapassada a marca dos 1500 participantes nas séries de webinars. Estes números reforçam o papel do Re.Data como referência nacional na capacitação em Ciência Aberta (CA) e Gestão de Dados de Investigação (GDI).

​O programa de especialização profissional para curadores de dados, gestores de repositórios e data stewards destacou-se como um dos eixos centrais, contribuindo para a profissionalização de perfis-chave na infraestrutura nacional de GDI. Neste, enquadram-se as duas edições do Workshop de fundamentos da curadoria de dados – especialização para bibliotecários de dados e profissionais de informação, o Workshop dedicado a questões jurídicas, proteção de dados e licenças e o Bootcamp de formação de Data Stewards, reunindo mais de 130 participantes, selecionados entre cerca de duas centenas de candidaturas.

​Na vertente de formação de formadores, o Re.Data organizou o Bootcamp de Formação de Formadores em Ciência Aberta e o Workshop de Instrutores de Data Stewards, capacitando vários profissionais no território nacional, que se propuseram a  replicar a oferta formativa recebida nas instituições de ensino superior e centros de investigação.

Entre Coimbra e Bragança, estas iniciativas envolveram mais de 60 participantes, selecionados de um total de 94 inscritos, que passam agora a integrar um núcleo estratégico de formadores alinhado com o desenvolvimento da Rede Portuguesa de Data Stewards, prevista no roteiro como estrutura de suporte continuado à comunidade.

Para investigadores, doutorandos e coordenadores de projeto, o ReData promoveu um  plano de workshops sobre utilização de cadernos de laboratório eletrónicos, boas práticas de gestão de dados, publicação de dados FAIR por áreas disciplinares e conhecimentos de integridade e ética na gestão e partilha de dados. ​Os dados de monitorização apontam para mais de 600 inscrições, com um total de cerca de 450 participantes efetivos nestas ações, evidenciando uma procura crescente por competências em planeamento da gestão de dados, preparação e publicação de dados FAIR e tratamento de dados sensíveis ao longo do ciclo de vida da investigação.

​Os ciclos de webinars temáticos foram determinantes para alargar o alcance do Re.Data, contando com cerca de 1800 inscrições, das quais se efetivaram mais de 1500 participações. Destacam-se a série de webinars Love Data Week, as séries sobre novos perfis e competências – Open Access Week e a série que abordou a proteção de dados em projetos de investigação.

​Estes números sustentam a próxima fase de implementação: o lançamento de dois MOOCs (massive open online courses) – em dados FAIR e dados sensíveis – na plataforma NAU e o crescimento contínuo do Skills Builder Hub, que irá agregar dezenas de recursos de aprendizagem, casos de uso, tutoriais e ferramentas, para apoiar as boas práticas de GDI.

Este grande número de iniciativas concretizadas, em parceria com o elevado volume de participantes coloca o projeto numa posição privilegiada na capacitação da comunidade em CA e GDI, em Portugal, bem como na preparação de instrutores preparados para replicarem juntos dos seus investigadores e unidades de investigação e desenvolvimento, as melhores práticas de GDI. 

Em paralelo com a dinamização da Rede Portuguesa de Data Stewards, na realização de reuniões da Assembleia Geral com os centros de competência financiados pela FCT-FCCN e na organização de InfoSessions sobre a EOSC (European Open Science Cloud) reforça o cumprimento das metas de governança e apoio às redes nacionais, previstos para 2025.

No âmbito da missão do Re.Data, que visa apoiar as atividades de gestão de dados de investigação (GDI), um dos serviços implementados é o serviço de helpdesk, que complementa os materiais de suporte que têm vindo a ser disponibilizados no âmbito do projeto.

O serviço de helpdesk está acessível em https://redata.pt/helpdesk/ e é composto por três elementos principais:
i) gestão de tickets de suporte, ii) base do conhecimento e iii) chatbot.
Em conjunto, estes 3 elementos, oferecem o acesso rápido a respostas sobre práticas de gestão de dados e a possibilidade de colocar questões e obter resposta por parte de uma equipa de especialistas. Este serviço destina-se a quem desenvolve atividades de gestão de dados de investigação e necessitam de esclarecimento de dúvidas ou orientações sobre as melhores práticas a adotar.

Sistema de Helpdesk Re.Data
Gestão de Tickets de Suporte
Base do Conhecimento
Chatbot
Envio de pedidos por parte dos/as utilizadores/as com  resposta de especialistas.
Acesso a documentação de apoio, como por exemplo perguntas frequentes.
Interação com um sistema de
Inteligência Artificial (IA) que disponibiliza respostas às questões colocadas, tendo por base os conteúdos da base do conhecimento.

O serviço de gestão de tickets de suporte oferece funções básicas de receção de pedidos por parte dos utilizadores com resposta por parte de especialistas. Os utilizadores poderão colocar as suas questões utilizando o formulário online disponível na plataforma, sendo as interações posteriores realizadas por e-mail.

A base do conhecimento disponibiliza documentação de apoio à comunidade, no formato de perguntas frequentes (FAQs), estando categorizadas em 5 áreas: Aplicação dos princípios dos dados FAIR; Compreensão dos perfis e competências para apoio à GDI; Curadoria de dados; Implementação de políticas e estratégias de Ciência Aberta; Proteção de dados, licenças e questões jurídicas.

O utilizador pode navegar pelas categorias ou realizar uma pesquisa para encontrar as respostas pretendidas. Sempre que não encontrar a resposta pretendida, poderá contactar a equipa de suporte utilizando o sistema de tickets.

O chatbot é um interface conversacional baseado em inteligência artificial, que oferece aos utilizadores a possibilidade de colocarem questões e obterem respostas com base nos conteúdos da base do conhecimento. Esta funcionalidade está incorporada no portal do Re.Data, 24 horas por dia, sempre que seja necessário obter uma resposta rápida, estando acessível no canto inferior direito da página com o ícone.

Os conteúdos do sistema de helpdesk pretendem apoiar os utilizadores nas suas atividades de gestão de dados de investigação, contribuindo para o aprimoramento das melhores práticas na prática de gestão de dados.

Na sequência da publicação do Quadro de referência para a implementação dos princípios FAIR na gestão de dados de investigação, o Re.Data publicou um conjunto de quatro Factsheets sobre implementação dos princípios FAIR na GDI. Este conjunto de documentos de referência, dirigido a investigadores e equipas de suporte, pretende sistematizar os principais tópicos abordados no Quadro de Referência e apoiar na adoção e implementação dos princípios de dados FAIR (Localizáveis | Findable, Acessíveis| Accessible, Interoperáveis | Interoperable,  Reusable | Reutilizáveis) na gestão e partilha de dados de investigação.

 Encontram-se disponíveis as seguintes Factsheets:

Estes documentos reforçam o compromisso deste consórcio em apoiar a comunidade científica na adoção consistente dos princípios FAIR e na promoção de boas práticas de GDI.

Como gerir terabytes de dados genómicos sem perder integridade nem eficiência?

Que papel desempenham os repositórios institucionais na investigação em larga escala?

De que forma os princípios FAIR transformam a investigação em genómica?

Quais são os maiores desafios na coordenação de equipas que produzem e analisam dados massivos?

DESCRIÇÃO

O grupo de investigação desenvolve projetos que envolvem a sequenciação em larga escala do genoma (DNA) e do transcriptoma da abelha. Entre os principais projetos encontram‑se MEDIBEES e Better‑B, que abrangem milhares de indivíduos, e o projeto BEE3Pomics, dedicado ao estudo do transcriptoma. A equipa responsável pela análise de dados é constituída por cinco elementos e trabalha com volumes muito elevados de informação, frequentemente na ordem dos terabytes.

A gestão de dados constitui um desafio central. Os dados brutos fornecidos pelas empresas de sequenciação são armazenados no cluster do IPB (https://cedri.ipb.pt/about/cluster), com mecanismos que garantem duplicação e integridade. Estes dados são organizados em pastas com permissões de leitura para todos os membros da equipa, sem possibilidade de modificação, assegurando que o raw data permanece inalterado.

O processamento e a análise são efetuados em contas individuais, sendo os resultados finais duplicados e organizados em diretórios partilhados. Para fins de publicação, os dados genéticos são depositados em repositórios disciplinares, como o NCBI Sequence Read Archive (SRA). As análises integram igualmente genomas externos disponíveis no SRA. Sempre que adequado, informação adicional é disponibilizada em materiais suplementares.

TRÊS LIÇÕES APRENDIDAS

O planeamento é essencial
A definição de um plano de gestão de dados antes do início do projeto é fundamental para evitar redundâncias, clarificar responsabilidades e garantir eficiência ao longo de todo o ciclo de vida dos dados. O planeamento deve incluir a definição de acessos, a escolha das plataformas tecnológicas, a estrutura de organização da informação e os procedimentos de backup e preservação. Este processo não deve ser encarado apenas como uma exigência das entidades financiadoras, mas como uma prática estruturante para assegurar qualidade, consistência e continuidade no trabalho científico.

Os repositórios institucionais são estratégicos
A utilização de plataformas institucionais, como o dados.ip.pt, revela‑se crucial para uma gestão eficaz e sustentável dos dados de investigação. Estas ferramentas facilitam o controlo de versões, promovem a colaboração entre equipas e permitem a atribuição de identificadores persistentes (DOI), contribuindo para uma maior transparência e organização. Além disso, simplificam a preparação de artigos científicos, a elaboração de relatórios para entidades financiadoras e o cumprimento de requisitos de partilha e preservação.

Os princípios FAIR são indispensáveis
A adoção dos princípios FAIR (Findable, Accessible, Interoperable, Reusable) aumenta significativamente a transparência, a reprodutibilidade e o impacto da investigação. Dados bem documentados, acessíveis e interoperáveis facilitam a sua reutilização por outros investigadores, ampliam o alcance dos resultados e reforçam a credibilidade científica. Integrar estes princípios desde as fases iniciais do projeto permite uma gestão mais robusta e alinhada com as melhores práticas internacionais.

TRÊS DESAFIOS FUTUROS

Integração total da equipa
É fundamental assegurar que todos os membros do grupo utilizam o repositório institucional de forma consistente e integrada. A adoção desigual destas plataformas reduz significativamente a sua utilidade e compromete a eficiência da gestão de dados. A utilização sistemática por toda a equipa promove transparência, evita duplicações e reforça a continuidade do trabalho, sobretudo em projetos de longa duração ou com elevada rotatividade de investigadores.

Planos de gestão de dados robustos
A elaboração de planos de gestão de dados que sejam simultaneamente aceites pelas entidades financiadoras e úteis para a equipa de investigação continua a ser um desafio. Estes planos devem ser suficientemente estruturados para garantir conformidade e qualidade, mas também flexíveis para acompanhar a natureza dinâmica dos projetos. Apesar da sua importância, ainda existe apoio limitado para o desenvolvimento destes documentos, que exigem competências técnicas, tempo e coordenação entre diferentes intervenientes.

Ferramentas para monitorização global
A implementação de sistemas institucionais de acompanhamento — semelhantes a plataformas como o GitLab — é essencial para monitorizar prazos, entregas, DOIs e deliverables, assegurando uma gestão integrada e reduzindo o risco de perda de informação. Embora os repositórios desempenhem um papel central na preservação e partilha de dados, não são suficientes para garantir o acompanhamento operacional dos projetos, especialmente no contexto de iniciativas europeias, que exigem níveis elevados de reporte, rastreabilidade e coordenação.

CINCO QUESTÕES SOBRE GDI

Como define, implementa e avalia as práticas de gestão de dados de investigação?

As práticas de gestão de dados de investigação assentam na definição de regras claras para armazenamento, processamento, análise, preservação e partilha. No domínio da genómica, a integridade dos dados brutos é considerada crítica; por esse motivo, os ficheiros são armazenados em duplicado, preferencialmente em locais físicos distintos, e protegidos contra qualquer tipo de alteração. Os objetivos de cada projeto orientam o dimensionamento do espaço necessário, a seleção das ferramentas e a distribuição de responsabilidades. Encontra‑se em implementação um conjunto de procedimentos que inclui a centralização de todos os ficheiros — desde relatórios de qualidade até resultados finais — na plataforma dados.ipb.pt, permitindo o acompanhamento das tarefas e a reutilização de informação. Adicionalmente, recorre‑se ao GitLab para definição de tarefas, prazos e responsáveis, promovendo transparência e eficiência na organização do trabalho.

Quais os principais benefícios dessas práticas?

A adoção de práticas estruturadas de gestão de dados proporciona benefícios significativos ao processo de investigação. A organização clara dos ficheiros facilita a identificação de análises concluídas e de tarefas pendentes, contribuindo para uma gestão mais eficiente e para um trabalho colaborativo mais integrado e transparente.

A redução de redundâncias constitui outro benefício relevante, uma vez que análises intermédias podem ser reutilizadas em diferentes fases do projeto, poupando tempo e recursos. A verificação por vários membros diminui a probabilidade de erros, aumentando a qualidade e a consistência dos resultados.

A existência de informação organizada acelera igualmente a redação de artigos científicos e de relatórios para entidades financiadoras, tornando estes processos mais eficazes. No conjunto, estas práticas otimizam a utilização dos recursos disponíveis e reforçam a fiabilidade e o impacto da investigação.

Em que medida a gestão de dados de investigação contribui para a otimização do processo de investigação?

A gestão eficiente de dados contribui para eliminar repetições desnecessárias, reduzir o consumo de espaço e tempo e agilizar a produção científica. A partilha de scripts entre equipas ou entre membros da mesma equipa constitui um exemplo prático dessa otimização, ao maximizar o conhecimento coletivo e evitar trabalho redundante.

Para que tal seja possível, é essencial que os scripts estejam devidamente anotados e documentados, permitindo a compreensão dos procedimentos e a sua reutilização por qualquer investigador.

A possibilidade de reutilizar análises intermédias em diferentes etapas do projeto aumenta a eficiência global e reduz o esforço duplicado. Assim, estas práticas otimizam simultaneamente os recursos computacionais e humanos e aceleram o avanço científico.

Que vantagens e condicionantes aponta na partilha de dados de investigação?

A partilha de dados contribui para acelerar o progresso científico e aumentar a transparência. No campo da genómica, os mesmos dados podem ser utilizados para responder a questões diversas, maximizando o retorno do investimento público. A partilha também reforça a visibilidade dos investigadores e potencia oportunidades de colaboração e reconhecimento académico.

Entre as condicionantes mais frequentes encontra‑se a insuficiência de metadados, que dificulta a integração e reutilização dos dados em diferentes contextos. Ainda assim, na área da genética, as práticas de partilha encontram‑se relativamente consolidadas, sendo a deposição de dados em repositórios disciplinares uma exigência comum.

De que forma os diferentes atores envolvidos no processo de investigação estão comprometidos com a gestão de dados de investigação?

O investigador principal é responsável pela elaboração de planos de gestão de dados que ultrapassem o mero cumprimento formal das exigências das entidades financiadoras e que contribuam efetivamente para a organização e eficiência do projeto. É igualmente essencial que todos os membros da equipa sigam as recomendações definidas nesses planos, nomeadamente no que respeita à partilha e organização dos dados em repositórios públicos e institucionais, assegurando transparência e acessibilidade.

As instituições desempenham um papel determinante ao disponibilizar recursos organizacionais e financeiros que facilitem a implementação destas práticas. O investimento em repositórios e ações de formação constitui um contributo relevante e poderá evoluir para incluir apoio direto ao planeamento e à gestão de projetos, promovendo processos mais claros e eficientes.

A inclusão de unidades curriculares dedicadas à gestão de dados, especialmente ao nível do doutoramento, é igualmente considerada uma medida importante para garantir que os futuros investigadores compreendem a relevância destas práticas e as aplicam de forma consistente.

 

 

Realizou-se, em formato online, a 2.ª edição do workshop “Boas práticas de gestão de dados no ciclo de investigação”, que reuniu um número muito significativo de participantes de diferentes áreas científicas e de várias instituições de ensino superior e de investigação em Portugal.” Esta ação integrou o programa formativo do Re.Data, reforçando a aposta na capacitação em gestão de dados de investigação ao longo de todo o ciclo de vida da investigação, em alinhamento com o Programa Nacional de Ciência Aberta.

A sessão contou com Bruno Direito e Antónia Correia, e abordou os eixos fundamentais da Ciência Aberta, os princípios FAIR dos dados e o papel central do Plano de Gestão de Dados como documento orientador para a criação, documentação, armazenamento, partilha e preservação dos dados. Foram ainda apresentados exemplos práticos, recomendações de financiadores e orientações para o uso de ferramentas de apoio, incluindo plataformas como ARGOS e repositórios de dados institucionais e generalistas, com destaque para o Zenodo e o DataRepositóriUM.

Ao longo do workshop discutiram-se ainda boas práticas de documentação, como controlo de versões utilizando o GitHub com Alexandra Sayala e aspectos a considerar quando se tratam de de dados sensíveis, com o DPO Eduardo Emílio. A participação ativa do participantes demonstrou o interesse crescente em estruturar a gestão de dados de forma efetiva, assegurando a conformidade com os requisitos de financiadores e potenciando a reutilização responsável dos dados de investigação.

A formação incluiu ainda uma componente dedicada à publicação e depósito de dados em repositórios, sublinhando os benefícios da partilha de dados para a visibilidade, creditação e impacto da investigação, por Pedro Príncipe. Foram discutidas diferentes tipologias de repositórios, bem como critérios de seleção e aplicação de licenças que promovam os dados “tão abertos quanto possível, tão fechados quanto necessário”.

O workshop “Utilização de Cadernos de Laboratório Eletrónicos e Documentação de Dados” (2.ª edição), integrado no roteiro formativo do projeto Re.Data, destacou-se pela relevância estratégica do tema para a comunidade de investigação nacional. A sessão contou com uma componente teórica e expositiva em formato online, que decorreu em simultâneo com a sessão presencial, o que permitiu alargar o alcance da iniciativa e envolver profissionais de diversas instituições de ensino superior e de investigação em Portugal.

Ao longo da sessão, foram apresentadas e discutidas as principais potencialidades dos cadernos de laboratório eletrónicos, utilizando como exemplo prático a ferramenta ElabFTW, enquadrando a sua utilização nas boas práticas de gestão e documentação de dados de investigação. A formação contribuiu para sensibilizar investigadores, data stewards e outros profissionais de apoio à GDI, para a importância da transição de processos analógicos para soluções digitais robustas, alinhadas com os princípios da Ciência Aberta e a promoção de dados FAIR. A apresentação deste software contou  com uma demonstração do seu funcionamento e a possibilidade dos participantes fazerem as suas descobertas em ambiente de teste.

A elevada adesão ao workshop e o dinamismo da participação reflete o interesse crescente das instituições na adoção de novas soluções tecnológicas que promovam a rastreabilidade, a segurança e a qualidade da informação produzida, em contexto laboratorial. Desta ação resultaram contactos promissores com várias organizações do sistema científico e de ensino superior, que manifestaram abertura para aprofundar a implementação desta ferramenta de referência para registo e documentação de dados.

Esta iniciativa reforçou o papel do Re.Data enquanto catalisador de práticas inovadoras na gestão de dados de investigação e evidencia a importância de ações formativas dirigidas a diferentes perfis profissionais. Ao longo de 2025, o projeto promoveu várias oportunidades de capacitação e colaboração que apoiem as instituições portuguesas, apoiando a consolidação de infraestruturas e práticas alinhadas com o Programa Nacional de Ciência Aberta e com a valorização dos dados científicos.

Entre os dias 9 e 11 de dezembro de 2025, decorreu um novo ciclo de webinars –  Re.Data Lunch Webinars – online, dedicado ao tema da proteção de dados em projetos de investigação científica

Foram três sessões com muita adesão, num total de 315 participantes, o que demonstra a relevância deste tema para a comunidade científica nacional. 

No dia 9 de dezembro o webinar foi dedicado à apresentação do Toolkit sobre Questões Jurídicas, Proteção de Dados e Licenças pela voz de  Gabriel Cipriano (Iscte – Instituto Universitário de Lisboa) e com a moderação de Anabela Duarte (UMinho). Já no dia 10 de dezembro, a sessão abordou a gestão de dados na era da Inteligência Artificial generativa. O tema foi abordado por António Lopes (Iscte – Instituto Universitário de Lisboa) e contou com a moderação de Clara Boavida, da mesma instituição. Em suma, a discussão centrou-se nos desafios da segurança, dos aspetos jurídicos e éticos no tratamento de dados com recurso à inteligência artificial, nos riscos associados ao uso de ferramentas de IA e na abordagem estratégia pelos 3 pilares para o seu uso responsável (governança, princípios e ferramentas).

A terceira sessão deste ciclo realizou-se o dia 11 de dezembro e foi dedicada à anonimização de dados de investigação com recurso à ferramenta, Amnesia, apresentada por Manolis Terrovitis (Athena RC / OpenAIRE), com moderação de Paula Moura (UMinho). Neste webinar houve espaço para a demonstração da ferramenta, que foi desenvolvida a pensar em investigadores que lidam com grandes volumes de dados sensíveis.

As apresentações e as respectivas gravações estão disponíveis para consulta no website Re.Data e no canal Youtube do projeto.

 


Na semana passada, no dia 27 de novembro de 2025, os/as decisores/as de topo e/ou membros formalmente designados do Grupo Nacional de Interesse em Políticas e Estratégias de Ciência Aberta, ou Special Interest Group (SIG) reuniram-se no Instituto Politécnico de Bragança, para debater o futuro das políticas de Ciência Aberta nas suas instituições. Esta terceira reunião foi enquadrada no programa do 12º Fórum GDI, e contou com 28 instituições representadas. Os membros do programa de liderança, muitos deles também membros do SIG, participaram também nesta sessão.

A primeira parte do programa contou com as apresentações de Eloy Rodrigues, da Universidade do Minho, e Bruno Direito, da Universidade de Coimbra, tendo sido apresentado o Kit de Ferramentas, como instrumento de apoio à implementação do Quadro de Referência. Foi também apresentado o Quadro de conformidade, como uma ferramenta de apoio à reflexão sobre as políticas de Ciência Aberta a serem desenvolvidas, ou já publicadas, das instituições. Os participantes do programa de liderança tiveram a oportunidade de apresentar as análises SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats) desenvolvidas no âmbito desta ação, partilhando as suas experiências e identificando linhas prioritárias de ação.

O projeto do Consórcio Re.Data teve uma participação de destaque no 12.º Fórum GDI, realizado nos dias 27 e 28 de novembro de 2025, no Instituto Politécnico de Bragança, reforçando mais uma vez o seu papel estratégico na gestão de dados de investigação, no panorama nacional.
Pedro Príncipe, coordenador do Consórcio Re.Data pela Universidade do Minho, marcou presença na sessão de abertura oficial ao lado de Albano Agostinho Gomes Alves (IPB) e de João Nuno Ferreira (FCT/FCCN), sublinhando a centralidade do projeto Re.Data no movimento da Ciência Aberta.
Durante o Fórum, foram apresentados os resultados relevantes do Programa Nacional de Ciência Aberta, pelas vozes de Pedro Príncipe e Jorge Noro (Universidade de Coimbra). Contaram ainda com as intervenções de João Mendes Moreira, Filipa Pereira, Pedro Sobral e Sara Pestana da FCCN – Serviços Digitais da FCT, financiadores do projeto.
O Re.Data coordenou diversos grupos de trabalho, dedicados a temas como repositórios digitais, formação para dados FAIR e Políticas de Ciência aberta. Promoveu também flash talks sobre perfis de competências para data stewards e ações de sensibilização dirigidas a decisores.
Realizou-se a 3ª Reunião do Grupo Nacional de Interesse Especial para discutir políticas de ciência aberta e estratégias de gestão de dados de investigação, continuando assim a fomentar a colaboração e a capacitação do setor.

Esta participação reforça a posição do ReData como um ator chave no apoio à gestão de dados de investigação em Portugal, contribuindo para a construção de uma comunidade sólida e preparada para os desafios atuais.


O projeto Re.Data consolida a rede nacional de competências em gestão de dados de investigação com o sucesso das sessões finais de dois programas estratégicos, no Instituto Politécnico de Bragança.​

A sessão presencial do Bootcamp de Formação de Data Stewards (26 novembro), após os módulos online, equipou gestores de repositórios, curadores, bibliotecários e investigadores com ferramentas práticas para o ciclo de vida dos dados, alinhadas aos princípios FAIR e Ciência Aberta.​

O Workshop de Formação de Instrutores de Data Stewards (25-26 novembro) capacitou formadores para replicar estas competências em instituições, ampliando a Rede Portuguesa de Data Stewards.​

Estas ações, integradas no programa de especialização profissional e no programa formação de formadores do Re.Data, posicionam Portugal na vanguarda da profissionalização de data stewards, fomentando repositórios digitais robustos e colaboração sustentável.