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As redes europeias de data stewards estão a consolidar-se como estruturas essenciais para apoiar a gestão de dados de investigação num ecossistema científico cada vez mais orientado para os princípios FAIR e para a Ciência Aberta. Em vários países, estas redes assumem um papel estratégico na capacitação de profissionais, no desenvolvimento de políticas e na criação de infraestruturas de suporte. Entre estas iniciativas, a Rede Portuguesa de Data Stewards  tem-se afirmado como um exemplo particularmente dinâmico e em rápido desenvolvimento, recebendo crescente visibilidade em eventos e relatórios internacionais.

🌍 Um movimento europeu em expansão

A criação de redes nacionais de data stewards tem sido impulsionada por iniciativas europeias ligadas à Ciência Aberta, com destaque para projetos como o EOSC Focus e grupos especializados como o Professionalising Data Stewardship Interest Group da Research Data Alliance. Este grupo coordena várias task groups dedicadas a temas fundamentais, incluindo perfis profissionais, carreiras, formação, certificação e redes de conhecimento como a TG7, centrada precisamente em networking e troca de experiências entre data stewards a nível internacional. 

Em paralelo, países como a Irlanda têm investido na criação de redes formais, como a Sonraí – Irish Data Stewardship Network, estabelecida com financiamento nacional e cujo objetivo é consolidar competências e desenvolver o ecossistema FAIR de forma sustentável. 

Estas iniciativas mostram que a profissionalização da gestão de dados deixou de ser um tema emergente para se tornar uma prioridade estrutural no panorama europeu de investigação.

Portugal assume destaque crescente na área

A Rede Portuguesa de Data Stewards tem vindo a destacar-se pela sua organização, visibilidade e capacidade de mobilização da comunidade nacional. Formalizada no contexto das atividades Re.Data, a rede integra profissionais de diversas instituições e tem ganho relevância através de apresentações em eventos europeus e da produção de documentos estruturantes. 

🤝 Cooperação entre redes: o valor da internacionalização

A ligação entre redes nacionais é promovida, entre outros espaços, pela TG7 do grupo da RDA, que atua como ponto de encontro para comunidades internacionais de data stewards

A partilha de práticas, o desenvolvimento de materiais comuns e o reconhecimento mútuo de competências têm permitido fortalecer a identidade profissional dos data stewards e acelerar a adoção de práticas FAIR.

Nesse contexto, a atuação portuguesa tem sido reconhecida, integrando discussões, contribuindo para relatórios, exemplos abaixo, e acolhendo iniciativas de disseminação que elevam o perfil da rede a nível europeu.

Sharma, C. J. M., Holmstrand, K. F., Rauste, P., Ekman, O., Rebernig-Hedman, C. A., Fogtmann-Schulz, A., Drachen, T. M., Vlachos, E., CALDONI, G., Boavida, C. P., Eerland, A., Brinkman, L., Pasquale, V., Osmenaj, E., Rainer, H., Ritschard, E., & Kiesel, M. (2025). M6.2 New Professional Networks.

Zenodo. https://doi.org/10.5281/zenodo.16535740

Sanchez Solis, B., Galica, N., Pazik-Aybar, A., & Vins, D. (2025). Open Science Guide: RDM & FAIR Training Framework for RPOs.

Zenodo. https://doi.org/10.5281/zenodo.15124383

A Rede Portuguesa Da Data Stewards continua a crescer, contando já com 107 membros em todo o país, e destacou-se em 2025 com a realização de um workshop nacional sobre ELNs, um inquérito nacional aos profissionais de apoio à gestão de dados e a apresentação pública de um perfil emergente de competências para data stewards. 

Para 2026, estão previstas cinco sessões temáticas, incluindo um evento pré‑Fórum GDI, sendo que a próxima, em março, será dedicada aos electronic laboratory notebooks, cuja disseminação estará para breve.