O Quadro de Referência para Políticas e Estratégias de Ciência Aberta e Gestão de Dados de Investigação foi desenvolvido com o objetivo de funcionar como documento orientador e, simultaneamente, como instrumento de reflexão para as instituições do sistema científico e tecnológico. O seu propósito é apoiar o desenvolvimento de orientações para a definição e implementação eficaz de políticas de Ciência Aberta e Gestão de Dados de Investigação.

A primeira versão do documento foi disponibilizada em língua portuguesa. Em 2026, a equipa procedeu à sua tradução para inglês, com o intuito de alargar o alcance do quadro e torná-lo acessível a um público mais vasto. A versão em inglês já se encontra disponível online, na nossa comunidade do Zenodo: [LINK].

O Grupo Nacional de Interesse em Políticas e Estratégias de Ciência Aberta reuniu-se pela quarta vez, com 27 instituições representadas, no passado dia 10 de julho, dando continuidade ao trabalho colaborativo iniciado com o objetivo de sensibilizar os decisores de topo para a importância da implementação de políticas de Ciência Aberta. O grupo pretende ainda promover um espaço de partilha de experiências entre os seus membros, fomentando o trabalho conjunto na identificação de desafios e no desenvolvimento de soluções eficazes.

A reunião contou, pela primeira vez, com a participação de novas entidades. Depois das boas vindas por Jorge Noro (Universidade de Coimbra) e Eloy Rodrigues (Universidade do Minho), teve início com uma breve apresentação do plano de consolidação do projeto, conduzida por Pedro Príncipe (Universidade do Minho), seguida da apresentação dos serviços POLEN, por João Mendes Moreira e Filipa Pereira (FCCN).

Seguidamente, Inês Caramelo (Universidade de Coimbra) apresentou o trabalho desenvolvido ao longo de 2025 no âmbito do work package das políticas, bem como um resumo dos principais resultados das reuniões realizadas no ano anterior. Houve ainda um momento de interação com os participantes, moderado por Eloy Rodrigues, que permitiu avaliar os progressos alcançados nas instituições representadas e identificar tópicos de interesse para futuras discussões.

A sessão contou também com a participação de Victoria Tsoukala, Policy Officer para a Ciência Aberta da Comissão Europeia, que desafiou os participantes a refletirem sobre a relevância da Ciência Aberta no contexto do FP10. A reunião terminou com a apresentação de uma ferramenta de análise de políticas baseada em inteligência artificial, por Bruno Direito (Universidade de Coimbra), que permitirá apoiar a avaliação de políticas institucionais e que estará brevemente disponível.

Mais informações sobre esta iniciativa estão disponíveis em:  https://redata.pt/sig_politicas_ca/

Encontram-se abertas as submissões de propostas para o 13.º Fórum de Gestão de Dados de Investigação, que terá lugar nos dias 19 e 20 de novembro de 2026, em formato presencial, na Universidade da Beira Interior, na Covilhã.

O Fórum GDI é um espaço de capacitação, debate e partilha dedicado à Gestão de Dados de Investigação, reunindo profissionais, investigadores/as, gestores/as de ciência, profissionais e gestores/as de informação, gestores/as de repositórios e outros agentes envolvidos no apoio e suporte à GDI.

A chamada de propostas está aberta para flash talks e pósteres, privilegiando a apresentação de projetos, serviços, infraestruturas, iniciativas e boas práticas no domínio da gestão e curadoria de dados de investigação. As propostas devem ser submetidas até 11 de setembro de 2026, às 23h59, através da plataforma do evento. A notificação aos proponentes está prevista para 26 de setembro.

As inscrições para participação no 13.º Fórum GDI também já se encontram abertas e decorrem até 12 de novembro de 2026.

Mais informações:
Apresentação do 13.º Fórum GDI |
Submissão de propostas |
Inscrições

vista da biblioteca da Universidade da Beira Interior. Logo do 13.º Fórum GDI. texto: submissão de propostas a Flash talks e pósteres. até 11 de setembro

O Re.Data abriu candidaturas para a 3.ª edição do workshop “Fundamentos da Curadoria de Dados”, uma iniciativa que tem vindo a afirmar-se na formação de profissionais ligados à gestão de dados de investigação.

A nova edição surge na sequência do interesse e da adesão registados nas duas edições anteriores, reforçando o papel do projeto na consolidação de competências em curadoria em 2026.
Integrado no Programa de Especialização Profissional, este workshop insere-se numa estratégia mais ampla de capacitação para os desafios da ciência aberta, da organização da informação científica e da valorização dos dados ao longo do seu ciclo de vida.
A formação destina-se a profissionais que trabalham diretamente no apoio à investigação, documentação, repositórios e curadoria de dados, respondendo à necessidade crescente de reforçar práticas que promovam a qualidade, a interoperabilidade e a reutilização dos dados de investigação.


Saiba mais aqui [LINK]

Curadoria de dados: novos recursos Re.Data para reforçar a adoção dos princípios FAIR 

A curadoria de dados é uma componente essencial da gestão ativa dos dados de investigação. Ao assegurar que os dados são organizados, documentados, descritos e  preservados de forma adequada, o processo de curadoria contribui para aumentar a sua qualidade, facilitar a sua descoberta e potenciar a sua reutilização futura.

Neste contexto, o Re.Data disponibiliza um conjunto de recursos que visam apoiar investigadores, profissionais de apoio à investigação, gestores de repositórios, data stewards e curadores de dados na adoção de boas práticas de gestão e partilha de dados de investigação. 

Curadoria como base para dados FAIR 

A adoção dos princípios FAIR – Findable, Accessible, Interoperable e Reusable – depende, em grande medida, da qualidade do processo de curadoria de dados de investigação. A descrição adequada dos conjuntos de dados, a utilização de metadados consistentes, a documentação dos processos de recolha e tratamento da informação e a preservação a longo prazo são elementos fundamentais para garantir que os dados de investigação permaneçam acessíveis e reutilizáveis pela comunidade científica.  

A Campanha 

Ao longo desta semana, o Re.Data irá destacar diferentes ferramentas, recursos e soluções com o objetivo de facilitar a implementação de boas práticas de curadoria e adotar a aplicação dos princípios FAIR à gestão de dados de investigação: 

  • Guias e orientações sobre curadoria de dados e metadados; 
  • Boas práticas e casos de uso em gestão de dados de investigação; 
  • Recursos de apoio à aplicação dos princípios FAIR; 
  • Conteúdos formativos para curadores de dados, gestores de repositórios e profissionais de apoio à investigação; 
  • Materiais de referência produzidos pelo Re.Data. 

Acompanhe a campanha e descubra como a curadoria de dados pode contribuir para aumentar o valor, a visibilidade e a reutilização dos seus dados de investigação. 

Consulte todos os recursos disponíveis em https://redata.pt/curadoria/

O Re.Data anuncia a abertura de candidaturas para a 2.ª edição do Bootcamp de formação de Data Stewards, integrado no seu programa de formação, na vertente de especialização profissional.

Especialmente dirigido a profissionais de apoio à investigação e à gestão de dados, este bootcamp visa reforçar competências em curadoria, gestão e administração de dados, permitindo aos participantes terem contacto com atividades do foro mais prático.

A formação decorrerá em regime híbrido – online (2, 4, 6, 9, 11 e 13 de novembro, das 09h30 às 13h00) e presencial (18 de novembro, na Universidade da Beira Interior, Covilhã, das 10h00 às 17h00).

A sessão presencial antecede a realização da 13.ª edição do Fórum GDI, que terá lugar na Universidade da Beira Interior, nos dias 19 e 20 de novembro.

Formulário de candidatura: [AQUI].

Datas importantes:

Candidaturas: 17 junho a 14 de setembro

Notificações aos candidatos: 18 setembro

Programa final: 7 de outubro

*A notícia está acessível neste endereço: https://datastewards.ie/tg7-newsletter/*

As redes europeias de data stewards estão a consolidar-se como estruturas essenciais para apoiar a gestão de dados de investigação num ecossistema científico cada vez mais orientado para os princípios FAIR e para a Ciência Aberta. Em vários países, estas redes assumem um papel estratégico na capacitação de profissionais, no desenvolvimento de políticas e na criação de infraestruturas de suporte. Entre estas iniciativas, a Rede Portuguesa de Data Stewards  tem-se afirmado como um exemplo particularmente dinâmico e em rápido desenvolvimento, recebendo crescente visibilidade em eventos e relatórios internacionais.

🌍 Um movimento europeu em expansão

A criação de redes nacionais de data stewards tem sido impulsionada por iniciativas europeias ligadas à Ciência Aberta, com destaque para projetos como o EOSC Focus e grupos especializados como o Professionalising Data Stewardship Interest Group da Research Data Alliance. Este grupo coordena várias task groups dedicadas a temas fundamentais, incluindo perfis profissionais, carreiras, formação, certificação e redes de conhecimento como a TG7, centrada precisamente em networking e troca de experiências entre data stewards a nível internacional. 

Em paralelo, países como a Irlanda têm investido na criação de redes formais, como a Sonraí – Irish Data Stewardship Network, estabelecida com financiamento nacional e cujo objetivo é consolidar competências e desenvolver o ecossistema FAIR de forma sustentável. 

Estas iniciativas mostram que a profissionalização da gestão de dados deixou de ser um tema emergente para se tornar uma prioridade estrutural no panorama europeu de investigação.

Portugal assume destaque crescente na área

A Rede Portuguesa de Data Stewards tem vindo a destacar-se pela sua organização, visibilidade e capacidade de mobilização da comunidade nacional. Formalizada no contexto das atividades Re.Data, a rede integra profissionais de diversas instituições e tem ganho relevância através de apresentações em eventos europeus e da produção de documentos estruturantes. 

🤝 Cooperação entre redes: o valor da internacionalização

A ligação entre redes nacionais é promovida, entre outros espaços, pela TG7 do grupo da RDA, que atua como ponto de encontro para comunidades internacionais de data stewards

A partilha de práticas, o desenvolvimento de materiais comuns e o reconhecimento mútuo de competências têm permitido fortalecer a identidade profissional dos data stewards e acelerar a adoção de práticas FAIR.

Nesse contexto, a atuação portuguesa tem sido reconhecida, integrando discussões, contribuindo para relatórios, exemplos abaixo, e acolhendo iniciativas de disseminação que elevam o perfil da rede a nível europeu.

Sharma, C. J. M., Holmstrand, K. F., Rauste, P., Ekman, O., Rebernig-Hedman, C. A., Fogtmann-Schulz, A., Drachen, T. M., Vlachos, E., CALDONI, G., Boavida, C. P., Eerland, A., Brinkman, L., Pasquale, V., Osmenaj, E., Rainer, H., Ritschard, E., & Kiesel, M. (2025). M6.2 New Professional Networks.

Zenodo. https://doi.org/10.5281/zenodo.16535740

Sanchez Solis, B., Galica, N., Pazik-Aybar, A., & Vins, D. (2025). Open Science Guide: RDM & FAIR Training Framework for RPOs.

Zenodo. https://doi.org/10.5281/zenodo.15124383

A Rede Portuguesa Da Data Stewards continua a crescer, contando já com 107 membros em todo o país, e destacou-se em 2025 com a realização de um workshop nacional sobre ELNs, um inquérito nacional aos profissionais de apoio à gestão de dados e a apresentação pública de um perfil emergente de competências para data stewards. 

Para 2026, estão previstas cinco sessões temáticas, incluindo um evento pré‑Fórum GDI, sendo que a próxima, em março, será dedicada aos electronic laboratory notebooks.

Realizou-se, em formato online, a 2.ª edição do workshop “Boas práticas de gestão de dados no ciclo de investigação”, que reuniu um número muito significativo de participantes de diferentes áreas científicas e de várias instituições de ensino superior e de investigação em Portugal.” Esta ação integrou o programa formativo do Re.Data, reforçando a aposta na capacitação em gestão de dados de investigação ao longo de todo o ciclo de vida da investigação, em alinhamento com o Programa Nacional de Ciência Aberta.

A sessão contou com Bruno Direito e Antónia Correia, e abordou os eixos fundamentais da Ciência Aberta, os princípios FAIR dos dados e o papel central do Plano de Gestão de Dados como documento orientador para a criação, documentação, armazenamento, partilha e preservação dos dados. Foram ainda apresentados exemplos práticos, recomendações de financiadores e orientações para o uso de ferramentas de apoio, incluindo plataformas como ARGOS e repositórios de dados institucionais e generalistas, com destaque para o Zenodo e o DataRepositóriUM.

Ao longo do workshop discutiram-se ainda boas práticas de documentação, como controlo de versões utilizando o GitHub com Alexandra Sayala e aspectos a considerar quando se tratam de de dados sensíveis, com o DPO Eduardo Emílio. A participação ativa do participantes demonstrou o interesse crescente em estruturar a gestão de dados de forma efetiva, assegurando a conformidade com os requisitos de financiadores e potenciando a reutilização responsável dos dados de investigação.

A formação incluiu ainda uma componente dedicada à publicação e depósito de dados em repositórios, sublinhando os benefícios da partilha de dados para a visibilidade, creditação e impacto da investigação, por Pedro Príncipe. Foram discutidas diferentes tipologias de repositórios, bem como critérios de seleção e aplicação de licenças que promovam os dados “tão abertos quanto possível, tão fechados quanto necessário”.


Na semana passada, no dia 27 de novembro de 2025, os/as decisores/as de topo e/ou membros formalmente designados do Grupo Nacional de Interesse em Políticas e Estratégias de Ciência Aberta, ou Special Interest Group (SIG) reuniram-se no Instituto Politécnico de Bragança, para debater o futuro das políticas de Ciência Aberta nas suas instituições. Esta terceira reunião foi enquadrada no programa do 12º Fórum GDI, e contou com 28 instituições representadas. Os membros do programa de liderança, muitos deles também membros do SIG, participaram também nesta sessão.

A primeira parte do programa contou com as apresentações de Eloy Rodrigues, da Universidade do Minho, e Bruno Direito, da Universidade de Coimbra, tendo sido apresentado o Kit de Ferramentas, como instrumento de apoio à implementação do Quadro de Referência. Foi também apresentado o Quadro de conformidade, como uma ferramenta de apoio à reflexão sobre as políticas de Ciência Aberta a serem desenvolvidas, ou já publicadas, das instituições. Os participantes do programa de liderança tiveram a oportunidade de apresentar as análises SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats) desenvolvidas no âmbito desta ação, partilhando as suas experiências e identificando linhas prioritárias de ação.

Realizou-se no dia 14 de outubro, na Universidade de Coimbra, a 1.ª edição do Workshop – Boas práticas de gestão de dados no ciclo de investigação, uma iniciativa promovida pelo projeto Re.Data, no âmbito do seu Roteiro de Formação.

A ação, de caráter gratuito e presencial, reuniu investigadores, estudantes de doutoramento, coordenadores de projetos científicos e profissionais de apoio à investigação, com o objetivo de reforçar competências práticas na gestão dos dados de investigação ao longo de todo o ciclo de vida dos dados. 

O workshop integrou uma abordagem teórico-prática, combinando sessões expositivas, demonstrações e exercícios aplicados, conduzidos por Bruno Direito, Pedro Príncipe, Antónia Correia, Eduardo Emílio, Pedro Almeida e Alexandre Sayal.

Entre os temas abordados destacaram-se a diversidade e gestão dos dados de investigação, a elaboração de Planos de Gestão de Dados (PGD), o controlo de versões, o armazenamento e preservação de dados, e as boas práticas de partilha e publicação de conjuntos de dados. Foi ainda realizada uma componente prática dedicada a questões legais e proteção de dados, com discussão de casos e utilização de plataformas como ARGOS, GitHub, Nextcloud e Zenodo.

A formação teve uma duração total de sete horas e explorou, de forma integrada, as diferentes fases do ciclo de vida dos dados – do planeamento à publicação. Todo o material pedagógico foi disponibilizado em acesso aberto, sob licença Creative Commons CC-BY, reforçando o compromisso do projeto com a disseminação e reutilização de conhecimento no ecossistema científico português.