Curadoria de dados: novos recursos Re.Data para reforçar a adoção dos princípios FAIR 

A curadoria de dados é uma componente essencial da gestão ativa dos dados de investigação. Ao assegurar que os dados são organizados, documentados, descritos e  preservados de forma adequada, o processo de curadoria contribui para aumentar a sua qualidade, facilitar a sua descoberta e potenciar a sua reutilização futura.

Neste contexto, o Re.Data disponibiliza um conjunto de recursos que visam apoiar investigadores, profissionais de apoio à investigação, gestores de repositórios, data stewards e curadores de dados na adoção de boas práticas de gestão e partilha de dados de investigação. 

Curadoria como base para dados FAIR 

A adoção dos princípios FAIR – Findable, Accessible, Interoperable e Reusable – depende, em grande medida, da qualidade do processo de curadoria de dados de investigação. A descrição adequada dos conjuntos de dados, a utilização de metadados consistentes, a documentação dos processos de recolha e tratamento da informação e a preservação a longo prazo são elementos fundamentais para garantir que os dados de investigação permaneçam acessíveis e reutilizáveis pela comunidade científica.  

A Campanha 

Ao longo desta semana, o Re.Data irá destacar diferentes ferramentas, recursos e soluções com o objetivo de facilitar a implementação de boas práticas de curadoria e adotar a aplicação dos princípios FAIR à gestão de dados de investigação: 

  • Guias e orientações sobre curadoria de dados e metadados; 
  • Boas práticas e casos de uso em gestão de dados de investigação; 
  • Recursos de apoio à aplicação dos princípios FAIR; 
  • Conteúdos formativos para curadores de dados, gestores de repositórios e profissionais de apoio à investigação; 
  • Materiais de referência produzidos pelo Re.Data. 

Acompanhe a campanha e descubra como a curadoria de dados pode contribuir para aumentar o valor, a visibilidade e a reutilização dos seus dados de investigação. 

Consulte todos os recursos disponíveis em https://redata.pt/curadoria/

Realizou-se, em formato online, a 2.ª edição do workshop “Boas práticas de gestão de dados no ciclo de investigação”, que reuniu um número muito significativo de participantes de diferentes áreas científicas e de várias instituições de ensino superior e de investigação em Portugal.” Esta ação integrou o programa formativo do Re.Data, reforçando a aposta na capacitação em gestão de dados de investigação ao longo de todo o ciclo de vida da investigação, em alinhamento com o Programa Nacional de Ciência Aberta.

A sessão contou com Bruno Direito e Antónia Correia, e abordou os eixos fundamentais da Ciência Aberta, os princípios FAIR dos dados e o papel central do Plano de Gestão de Dados como documento orientador para a criação, documentação, armazenamento, partilha e preservação dos dados. Foram ainda apresentados exemplos práticos, recomendações de financiadores e orientações para o uso de ferramentas de apoio, incluindo plataformas como ARGOS e repositórios de dados institucionais e generalistas, com destaque para o Zenodo e o DataRepositóriUM.

Ao longo do workshop discutiram-se ainda boas práticas de documentação, como controlo de versões utilizando o GitHub com Alexandra Sayala e aspectos a considerar quando se tratam de de dados sensíveis, com o DPO Eduardo Emílio. A participação ativa do participantes demonstrou o interesse crescente em estruturar a gestão de dados de forma efetiva, assegurando a conformidade com os requisitos de financiadores e potenciando a reutilização responsável dos dados de investigação.

A formação incluiu ainda uma componente dedicada à publicação e depósito de dados em repositórios, sublinhando os benefícios da partilha de dados para a visibilidade, creditação e impacto da investigação, por Pedro Príncipe. Foram discutidas diferentes tipologias de repositórios, bem como critérios de seleção e aplicação de licenças que promovam os dados “tão abertos quanto possível, tão fechados quanto necessário”.

Realizou-se no dia 14 de outubro, na Universidade de Coimbra, a 1.ª edição do Workshop – Boas práticas de gestão de dados no ciclo de investigação, uma iniciativa promovida pelo projeto Re.Data, no âmbito do seu Roteiro de Formação.

A ação, de caráter gratuito e presencial, reuniu investigadores, estudantes de doutoramento, coordenadores de projetos científicos e profissionais de apoio à investigação, com o objetivo de reforçar competências práticas na gestão dos dados de investigação ao longo de todo o ciclo de vida dos dados. 

O workshop integrou uma abordagem teórico-prática, combinando sessões expositivas, demonstrações e exercícios aplicados, conduzidos por Bruno Direito, Pedro Príncipe, Antónia Correia, Eduardo Emílio, Pedro Almeida e Alexandre Sayal.

Entre os temas abordados destacaram-se a diversidade e gestão dos dados de investigação, a elaboração de Planos de Gestão de Dados (PGD), o controlo de versões, o armazenamento e preservação de dados, e as boas práticas de partilha e publicação de conjuntos de dados. Foi ainda realizada uma componente prática dedicada a questões legais e proteção de dados, com discussão de casos e utilização de plataformas como ARGOS, GitHub, Nextcloud e Zenodo.

A formação teve uma duração total de sete horas e explorou, de forma integrada, as diferentes fases do ciclo de vida dos dados – do planeamento à publicação. Todo o material pedagógico foi disponibilizado em acesso aberto, sob licença Creative Commons CC-BY, reforçando o compromisso do projeto com a disseminação e reutilização de conhecimento no ecossistema científico português.

O projeto ReDATA está a reunir e partilhar casos de uso reais que demonstram boas práticas na gestão de dados em diferentes áreas científicas e contextos institucionais.

Boas práticas e casos de uso em GDI

Estes casos demonstram como investigadores e equipas de apoio estão a planear, organizar, curar e publicar os seus dados de forma eficaz, contribuindo para um ecossistema de investigação mais aberto, responsável e reutilizável.

Ao partilhar estas experiências, pretende-se:

  • Inspirar a adoção de práticas sustentáveis e alinhadas com os princípios FAIR;
  • Valorizar o papel do planeamento e da curadoria de dados desde o início dos projetos;
  • Reforçar a colaboração entre investigação e serviços de apoio técnico;
  • Criar um catálogo de boas práticas que possa ser replicado noutras instituições.

Consulte os casos já disponíveis:

SAIL – Space-Atmosphere-Ocean Interactions in the marine boundary Layer: os dados no centro do projeto e o plano de gestão de dados como guia

Playback the music of the brain: contributo da reutilização e partilha de dados de investigação para a descodificação de emoções provocadas pela música

Projetos do LIBPhys-UNL: relevância dos dados de investigação relativos a estruturas atómicas para a construção de instrumentos de elevada precisão