No passado dia 11 de setembro, no Colégio Almada Negreiros da Universidade NOVA de Lisboa, aconteceu a 3.ª edição do workshop «Fundamentos da curadoria de dados: especialização para profissionais de apoio à investigação».

A formação reuniu 31 participantes, oriundos de diferentes organizações, entre investigadores, profissionais de informação e profissionais que prestam apoio à gestão de dados de investigação (GDI).

Neste contexto, os recursos da Data Curation Network (DCN) assumiram um papel central na estruturação da formação, oferecendo uma base metodológica para a abordagem dos conteúdos e das atividades práticas. Daqui nasceu toda uma operacionalização da prática pedagógica deste dia intenso de partilha.

A componente prática teve especial destaque nas sessões paralelas, dedicadas ao aprofundamento de alguns dos tópicos da checklist CURATE(D). Estas sessões permitiram trabalhar os conteúdos de forma aplicada, aproximando os fundamentos da curadoria aos desafios associados na preparação, na documentação dos dados para a disponibilização futura e publicação em infraestruturas confiáveis – repositórios de dados.

O programa incluiu ainda uma sessão sobre os workflows de curadoria em repositórios, com a apresentação do POLEN DataHub e dodataRepositóriUM. Este momento permitiu contextualizar os fundamentos da formação em práticas de curadoria nestes dois repositórios, estabelecendo uma ligação com os tópicos trabalhados nas sessões práticas.

A diversidade de perfis dos participantes proporcionou um contexto de partilha entre profissionais com diferentes experiências e responsabilidades no apoio à GDI. A articulação entre os fundamentos, os recursos de referência e as atividades práticas contribuiu para o reforço das competências em curadoria e para potenciar o desenvolvimento de práticas institucionais, que possam favorecer a compreensão, a partilha e a reutilização dos dados de investigação.

Encontram-se abertas as submissões de propostas para o 13.º Fórum de Gestão de Dados de Investigação, que terá lugar nos dias 19 e 20 de novembro de 2026, em formato presencial, na Universidade da Beira Interior, na Covilhã.

O Fórum GDI é um espaço de capacitação, debate e partilha dedicado à Gestão de Dados de Investigação, reunindo profissionais, investigadores/as, gestores/as de ciência, profissionais e gestores/as de informação, gestores/as de repositórios e outros agentes envolvidos no apoio e suporte à GDI.

A chamada de propostas está aberta para flash talks e pósteres, privilegiando a apresentação de projetos, serviços, infraestruturas, iniciativas e boas práticas no domínio da gestão e curadoria de dados de investigação. As propostas devem ser submetidas até 11 de setembro de 2026, às 23h59, através da plataforma do evento. A notificação aos proponentes está prevista para 26 de setembro.

As inscrições para participação no 13.º Fórum GDI também já se encontram abertas e decorrem até 12 de novembro de 2026.

Mais informações:
Apresentação do 13.º Fórum GDI |
Submissão de propostas |
Inscrições

vista da biblioteca da Universidade da Beira Interior. Logo do 13.º Fórum GDI. texto: submissão de propostas a Flash talks e pósteres. até 11 de setembro

Curadoria de dados: novos recursos Re.Data para reforçar a adoção dos princípios FAIR 

A curadoria de dados é uma componente essencial da gestão ativa dos dados de investigação. Ao assegurar que os dados são organizados, documentados, descritos e  preservados de forma adequada, o processo de curadoria contribui para aumentar a sua qualidade, facilitar a sua descoberta e potenciar a sua reutilização futura.

Neste contexto, o Re.Data disponibiliza um conjunto de recursos que visam apoiar investigadores, profissionais de apoio à investigação, gestores de repositórios, data stewards e curadores de dados na adoção de boas práticas de gestão e partilha de dados de investigação. 

Curadoria como base para dados FAIR 

A adoção dos princípios FAIR – Findable, Accessible, Interoperable e Reusable – depende, em grande medida, da qualidade do processo de curadoria de dados de investigação. A descrição adequada dos conjuntos de dados, a utilização de metadados consistentes, a documentação dos processos de recolha e tratamento da informação e a preservação a longo prazo são elementos fundamentais para garantir que os dados de investigação permaneçam acessíveis e reutilizáveis pela comunidade científica.  

A Campanha 

Ao longo desta semana, o Re.Data irá destacar diferentes ferramentas, recursos e soluções com o objetivo de facilitar a implementação de boas práticas de curadoria e adotar a aplicação dos princípios FAIR à gestão de dados de investigação: 

  • Guias e orientações sobre curadoria de dados e metadados; 
  • Boas práticas e casos de uso em gestão de dados de investigação; 
  • Recursos de apoio à aplicação dos princípios FAIR; 
  • Conteúdos formativos para curadores de dados, gestores de repositórios e profissionais de apoio à investigação; 
  • Materiais de referência produzidos pelo Re.Data. 

Acompanhe a campanha e descubra como a curadoria de dados pode contribuir para aumentar o valor, a visibilidade e a reutilização dos seus dados de investigação. 

Consulte todos os recursos disponíveis em https://redata.pt/curadoria/

Realizou-se, em formato online, a 2.ª edição do workshop “Boas práticas de gestão de dados no ciclo de investigação”, que reuniu um número muito significativo de participantes de diferentes áreas científicas e de várias instituições de ensino superior e de investigação em Portugal.” Esta ação integrou o programa formativo do Re.Data, reforçando a aposta na capacitação em gestão de dados de investigação ao longo de todo o ciclo de vida da investigação, em alinhamento com o Programa Nacional de Ciência Aberta.

A sessão contou com Bruno Direito e Antónia Correia, e abordou os eixos fundamentais da Ciência Aberta, os princípios FAIR dos dados e o papel central do Plano de Gestão de Dados como documento orientador para a criação, documentação, armazenamento, partilha e preservação dos dados. Foram ainda apresentados exemplos práticos, recomendações de financiadores e orientações para o uso de ferramentas de apoio, incluindo plataformas como ARGOS e repositórios de dados institucionais e generalistas, com destaque para o Zenodo e o DataRepositóriUM.

Ao longo do workshop discutiram-se ainda boas práticas de documentação, como controlo de versões utilizando o GitHub com Alexandra Sayala e aspectos a considerar quando se tratam de de dados sensíveis, com o DPO Eduardo Emílio. A participação ativa do participantes demonstrou o interesse crescente em estruturar a gestão de dados de forma efetiva, assegurando a conformidade com os requisitos de financiadores e potenciando a reutilização responsável dos dados de investigação.

A formação incluiu ainda uma componente dedicada à publicação e depósito de dados em repositórios, sublinhando os benefícios da partilha de dados para a visibilidade, creditação e impacto da investigação, por Pedro Príncipe. Foram discutidas diferentes tipologias de repositórios, bem como critérios de seleção e aplicação de licenças que promovam os dados “tão abertos quanto possível, tão fechados quanto necessário”.

Realizou-se no dia 14 de outubro, na Universidade de Coimbra, a 1.ª edição do Workshop – Boas práticas de gestão de dados no ciclo de investigação, uma iniciativa promovida pelo projeto Re.Data, no âmbito do seu Roteiro de Formação.

A ação, de caráter gratuito e presencial, reuniu investigadores, estudantes de doutoramento, coordenadores de projetos científicos e profissionais de apoio à investigação, com o objetivo de reforçar competências práticas na gestão dos dados de investigação ao longo de todo o ciclo de vida dos dados. 

O workshop integrou uma abordagem teórico-prática, combinando sessões expositivas, demonstrações e exercícios aplicados, conduzidos por Bruno Direito, Pedro Príncipe, Antónia Correia, Eduardo Emílio, Pedro Almeida e Alexandre Sayal.

Entre os temas abordados destacaram-se a diversidade e gestão dos dados de investigação, a elaboração de Planos de Gestão de Dados (PGD), o controlo de versões, o armazenamento e preservação de dados, e as boas práticas de partilha e publicação de conjuntos de dados. Foi ainda realizada uma componente prática dedicada a questões legais e proteção de dados, com discussão de casos e utilização de plataformas como ARGOS, GitHub, Nextcloud e Zenodo.

A formação teve uma duração total de sete horas e explorou, de forma integrada, as diferentes fases do ciclo de vida dos dados – do planeamento à publicação. Todo o material pedagógico foi disponibilizado em acesso aberto, sob licença Creative Commons CC-BY, reforçando o compromisso do projeto com a disseminação e reutilização de conhecimento no ecossistema científico português.

O projeto ReDATA está a reunir e partilhar casos de uso reais que demonstram boas práticas na gestão de dados em diferentes áreas científicas e contextos institucionais.

Boas práticas e casos de uso em GDI

Estes casos demonstram como investigadores e equipas de apoio estão a planear, organizar, curar e publicar os seus dados de forma eficaz, contribuindo para um ecossistema de investigação mais aberto, responsável e reutilizável.

Ao partilhar estas experiências, pretende-se:

  • Inspirar a adoção de práticas sustentáveis e alinhadas com os princípios FAIR;
  • Valorizar o papel do planeamento e da curadoria de dados desde o início dos projetos;
  • Reforçar a colaboração entre investigação e serviços de apoio técnico;
  • Criar um catálogo de boas práticas que possa ser replicado noutras instituições.

Consulte os casos já disponíveis:

SAIL – Space-Atmosphere-Ocean Interactions in the marine boundary Layer: os dados no centro do projeto e o plano de gestão de dados como guia

Playback the music of the brain: contributo da reutilização e partilha de dados de investigação para a descodificação de emoções provocadas pela música

Projetos do LIBPhys-UNL: relevância dos dados de investigação relativos a estruturas atómicas para a construção de instrumentos de elevada precisão